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Last Planner System: como transformar o caos em controle no canteiro

08/01/2026

Last Planner System: como transformar o caos em controle no canteiro

Last Planner System: como transformar o caos em controle no canteiro

Um canteiro de obras onde cada equipe sabe exatamente o que precisa fazer, quando fazer e tem tudo em mãos para executar. Onde os cronogramas não vivem mudando e a previsibilidade é regra, não exceção.

Utopia? Com a metodologia certa, não. Esse cenário é possível com o Last Planner System (LPS), um sistema de produção colaborativo que tem otimizado a forma como as obras são planejadas e executadas.

Neste artigo, você vai entender:

  • Por que o modelo tradicional de planejamento falha;
  • O que é o LPS de forma objetiva;
  • Como o LPS é aplicado na rotina do canteiro;
  • Quais indicadores realmente importam;
  • Principalmente, como implementar o LPS sem travar sua operação.

 

Acompanhe!


Por que o planejame​nto tradicional não funciona em obras complexas?


No modelo tradicional, o planejamento é centralizado, geralmente elaborado por um pequeno grupo afastado da realidade do canteiro.

Esse cronograma é impositivo, cheio de premissas irreais, que não consideram restrições concretas, como clima, falta de materiais, conflitos entre equipes e indisponibilidade de mão de obra.

Quando variáveis ficam fora do planejamento, a improdutividade e a perda de controle se instalam no canteiro, sobretudo em etapas críticas, como o transporte vertical de insumos e o deslocamento das equipes.

Sem serem tratadas como parte do fluxo, essas atividades acabam dependendo de soluções improvisadas ou equipamentos subdimensionados. Com uma logística vertical falha, o planejamento inteiro perde ritmo.

 

O que é o Last Planner System: definição técnic​a e objetiva

 

O Last Planner System é uma metodologia de planejamento e controle da produção.

Seu diferencial é a participação direta dos "Last Planners" (os últimos planejadores), ou seja, os encarregados e líderes de equipe que realmente executam as atividades.

Em vez de planejar de cima para baixo, o LPS promove um planejamento de baixo para cima. Desse modo, os compromissos são reais, assumidos por quem tem conhecimento direto da execução.

O sistema se estrutura em cinco níveis:

  1. Planejamento de longo prazo (Master Plan);
  2. Planejamento de fases;
  3. Planejamento lookahead (semanas a frente);
  4. Planejamento semanal;
  5. Controle e aprendizagem com base em indicadores.

Estrutura dp lead Planner

Como o LPS promove o senso de cole​tividade na obra?

 

O LPS transforma o planejamento em uma construção conjunta. Em vez de simplesmente receberem uma lista de tarefas, os times discutem juntos:

  • O que é viável executar?
  • Quais restrições existem?
  • O que precisa ser removido para que a tarefa seja concluída?


Essa colaboração cria uma cultura de compromisso e responsabilidade compartilhada, aumenta o engajamento das equipes e fortalece a comunicação entre todos os níveis.


LPS na prática: qual é o seu papel na rotina do canteiro?

 

O LPS está presente em todas as etapas da obra, mas é no dia a dia que ele mostra sua força:

  • Reuniões semanais de planejamento: todos os encarregados participam, para alinhar o que será feito na semana;
  • Quadros de controle visual: com os planos da semana e indicadores de desempenho;
  • Análise de restrições: identifica e remove entraves antes que virem problemas;
  • Reuniões diárias rápidas (daily meetings): para ajustar desvios e manter o time alinhado.

Essas rotinas simples e eficientes reduzem os imprevistos, aumentam a produtividade e trazem previsibilidade à obra, especialmente em trabalhos em fachadas, onde o fluxo depende de acesso seguro e contínuo.

Quando o planejamento antecipa as necessidades de trabalho em altura, evita-se improvisos com equipamentos inadequados.

 

Como o LPS reduz a variabilidade e aumenta produtividade?

 

Na construção, variabilidade é sinônimo de retrabalho. Toda vez que uma tarefa atrasa ou é feita fora de sequência, gera impacto em várias outras atividades.

O LPS atua para eliminar a falta de padronização e gargalos produtivos. Com o planejamento colaborativo e o controle de restrições, as atividades só entram no cronograma semanal quando estão liberadas.

Assim, as equipes passam a executar o que foi planejado com alto grau de previsibilidade. A produtividade aumenta naturalmente, com menos paradas, menos conflitos e menos retrabalhos.

O principal ganho está em etapas que normalmente sofrem maior variabilidade, como o abastecimento de materiais em pavimentos superiores, que muitas vezes depende de içamentos improvisados ou mal sincronizados.

Quando o fluxo de suprimentos chega no momento certo e pelo caminho certo, a obra inteira avança no ritmo planejado.

 

Só é eficiente se é mensurável: indicadores-chave para medir a eficácia do LPS

 

Os principais indicadores usados no LPS são simples e altamente fiéis à realidade:

  • PPC (Percent Plan Complete): Mostra quanto do planejado na semana foi realmente concluído.
  • Índice de Retrabalho (IR): Mede a proporção de atividades refeitas em relação ao total executado. Quanto maior o IR, maior o desperdício de tempo, insumos e mão de obra.
  • Produtividade da Mão de Obra (PMO): Relaciona produção entregue (geralmente em m²) com o número de horas trabalhadas. Permite comparar equipes, identificar gargalos e prever prazos com mais precisão.

Com base nesses dados, as equipes conseguem aprender com os erros e melhorar continuamente o desempenho da obra.

 

Como implementar o Last Planner System sem travar sua operação?

 

Implementar o LPS pode parecer desafiador, mas não precisa ser. Veja um passo a passo prático:

  1. Escolha uma obra-piloto: comece pequeno, onde é mais fácil adaptar;
  2. Capacite os líderes de frente: eles são os verdadeiros “planejadores”;
  3. Crie rotinas: comece com planejamento semanal e reuniões de controle;
  4. Use ferramentas visuais: quadros no canteiro ajudam a manter o foco;
  5. Monitore e melhore: acompanhe os indicadores e ajuste o processo.

Com esse caminho, você implementa o LPS de forma progressiva, sem travar a obra e com ganhos reais desde os primeiros ciclos.

 

Quando o planejamento vira prática: o ca​minho para obras mais previsíveis

 

Com o Sistema Last Planner, em vez de cronogramas que ninguém acredita, o mestre de obras passa a ter um plano executável e validado por quem realmente faz a obra acontecer.

Se sua construtora quer sair do ciclo de improviso e atraso, o caminho começa a partir de processos confiáveis e logística bem estruturada.

Além, é claro, de soluções que sustentam o fluxo planejado, como os que a C3 Equipamentos fabrica para garantir ritmo, segurança e produtividade no canteiro.

 

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