A concretagem na chuva é uma situação que exige decisão rápida no canteiro: o concreto chegou, a equipe está posicionada e, de repente, começam os primeiros pingos. É possível continuar ou o serviço deve ser interrompido?
A resposta depende da intensidade da chuva, das condições da estrutura e, principalmente, do planejamento realizado antes do caminhão betoneira chegar.
Mais do que saber reagir à mudança climática, uma obra eficiente precisa estar preparada para ela. Continue lendo para saber se a sua está.
Uma chuva leve não significa, necessariamente, que toda concretagem precisa ser interrompida. É preciso avaliar se a água está interferindo no concreto fresco, no acabamento e nas condições de execução.
O problema começa quando o volume de água passa a alterar as características do concreto ou dificulta o controle do serviço.
Por isso, decidir pela continuidade exige uma análise técnica da norma NBR 14931: 2023, conforme o infográfico abaixo.

O contato excessivo com a chuva durante e logo após o lançamento do concreto pode afetar principalmente a sua camada superficial. Entre os problemas que podem ocorrer estão:
A melhor resposta à chuva começa antes da concretagem. Ou seja, a previsão meteorológica deve ser acompanhada durante o planejamento do serviço.
Se houver possibilidade de chuva, a obra pode:
Também é importante estabelecer previamente quem toma a decisão de continuar ou interromper o lançamento caso as condições mudem.
Assim, a chuva deixa de ser apenas um imprevisto e passa a ser um risco considerado no planejamento.
Na concretagem na chuva, a interrupção deve ser considerada quando a intensidade da precipitação comprometer o controle da execução ou a qualidade do concreto.
Chuva forte, acúmulo de água, lavagem visível da superfície, dificuldade para adensar e finalizar o concreto ou condições inseguras para a equipe são sinais que exigem atenção.
A decisão deve ser técnica e considerar também como será realizada uma eventual interrupção, evitando que uma parada mal planejada crie novos problemas.
A preparação da estrutura também faz parte desse processo.
Formas e sistemas de escoramento precisam estar corretamente montados, posicionados e conferidos para receber as cargas previstas durante a execução.
Sendo assim, este é o momento de verificar se formas, escoras, vigas e demais componentes estão estáveis e organizados para que a operação aconteça sem ajustes improvisados.
Quanto mais problemas forem identificados nessa etapa, menor a chance de precisar interromper a concretagem para corrigir algo que poderia ter sido resolvido previamente.
Uma concretagem eficiente não começa quando o concreto sai do caminhão. Ela começa na preparação da obra.
Planejar estruturas provisórias, organizar equipamentos, prever condições adversas e preparar o canteiro contribui para reduzir interrupções, retrabalho e perda de produtividade.
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